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Novidades do Instituto Movere

Obesidade e a gordura no fígado em crianças e adolescentes

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde
Tatiana Silva, Nutricionista e Especialista em Obesidade

Com o aumento alarmante da obesidade em crianças e adolescentes, podemos observar cada vez mais cedo o surgimento de comorbidades antes vistas só em adultos. Dentre as principais alterações associadas à obesidade, podemos citar a hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus, problemas psicológicos, ortopédicos, esteatose hepática não alcoólica entre outras.

Estima-se que só as DCNTs contribuíram com quase 60% das mortes (31.7 milhões) no mundo. Em 2020, a previsão é de que 73% das mortes sejam atribuídas a estes agravos. Estes números envolve um alto custo econômico para o indivíduo, a família e a sociedade.

Fígado

Uma das doenças que está alarmando os especialistas é a esteatose hepática não alcoólica (non alcoholic fatty liver disease = NAFLD), chamada também de gordura no fígado. A doença é quase idêntica ao dano hepático vivido por pessoas que consomem muita bebida alcoólica, mas, neste caso, o estrago está feito não pelo álcool, mas pela má alimentação e excesso de peso.

A esteatose hepática não alcoólica é uma condição do fígado causada por acúmulo de gordura. Literalmente é sinônimo de fígado gorduroso. Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, que compõe cerca de 10% do seu peso. Quando o acúmulo de gordura excede esse valor, estamos diante de um fígado que está acumulando gordura dentro do seu tecido. O fígado gorduroso parece ser o mais novo componente da epidemia da obesidade, principalmente entre crianças e adolescentes.

No Instituto Movere em um dos grupos das 113 crianças que foram avaliadas por ultrassonografia, 30% apresentaram gordura no fígado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a prevalência da doença em crianças foi encontrada entre 15,7% e 77%, de acordo com o método utilizado na avaliação.

A esteatose hepática não alcoólica está estritamente relacionada com a Síndrome Metabólica em crianças e adolescentes obesas, e a prevalência chega a 28%. No Instituto Movere, dentre as crianças e adolescentes que realizaram os exames bioquímicos, 12,5% apresentavam os critérios para diagnóstico de síndrome metabólica.

Excesso de peso, síndrome metabólica, e má alimentação, exercem grande influência no desenvolvimento da esteatose hepática não alcoólica. Ao imaginarmos o fígado gorduroso, logo pensamos nas gorduras. Porém, por incrível que isso possa parecer, não é somente a gordura a grande vilã do fígado de nossas crianças. Já se sabe que nesses casos o excesso de carboidratos, principalmente o açúcar, são os principais responsáveis pelos depósitos de gordura no fígado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias diárias.

Em outro grupo de 93 crianças atendidas no Instituto Movere, por meio do questionário de frequência do consumo alimentar aplicado no início do estudo, observou-se que 74% das crianças e adolescentes apresentavam alto consumo de refrigerantes e sucos industrializados e 57% elevada ingestão de doces. Soma-se a isto o consumo de alimentos de alto índice glicêmico e ricos em gordura saturada. Corroborando com estes dados, 62% das famílias das crianças e adolescentes apresentaram alto consumo de açúcar refinado em suas residências.

As estratégias para o tratamento da esteatose hepática não alcoólica consiste em redução gradual do peso gordo, controle dos níveis de glicemia, insulinemia, colesterol e triglicérides. A intervenção deve ser multidisciplinar, com orientação nutricional, exercícios físicos e intervenções psicológicas.

No Instituto Movere as crianças e adolescentes obesos com suas famílias passam por tratamento interdisciplinar, obtendo ótimos resultados após 1 ano de intervenção. Nos fatores de risco para síndrome metabólica, 90% das crianças e adolescentes diminuíram significativamente a circunferência abdominal. Dentre os fatores de risco para esteatose hepática não alcoólica relacionados à alimentação, 98% das crianças e adolescentes reduziram o consumo de refrigerantes, 95% diminuíram o consumo de doces e 91% dos pais reduziram o consumo de açúcar refinado em suas residências.

As mudanças de hábitos e comportamentos que as crianças e adolescentes alcançaram por meio das intervenções realizadas no Instituto Movere foram essenciais para a redução dos fatores de risco para a esteatose hepática não alcoólica e para doenças associadas à obesidade infantil.

Ganho de peso nas férias

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

As férias tão esperadas pelas crianças e adolescentes se tornam um pesadelo para os profissionais que trabalham com a obesidade infantil. Todo o trabalho realizado durante o ano letivo muitas vezes é totalmente perdido nas férias.

Estudo realizado pelo Research Center at Baylor College of Medicine mostrou que crianças ganham peso durante as férias de verão, no entanto, durante o ano letivo elas perdem peso. A pesquisa foi incluída em uma edição recente no Journal of School Health, na qual foi observado que todas as crianças ganham peso durante as férias, no entanto o ganho de peso é mais significativo entre as crianças com sobrepeso e obesidade.

Criança e videogame

Existem várias explicações possíveis para o ganho de peso durante as ferias em comparação com o ano letivo. Uma delas segundo a autora do estudo é que a escola proporciona mais estrutura e as crianças não tem acesso ilimitado à comida durante o dia. Já no período de férias provavelmente elas tem maior acesso aos alimentos ao longo do dia, e também deixam de realizar atividade física, e assumem um comportamento mais sedentário, ficam mais em frente à TV e horas em frente ao computador.

A pesquisadora aponta que deve ser dada mais atenção na alimentação e atividade física no período das férias, e que esta atenção não dever ser somente para aquelas crianças que estão com sobrepeso ou obesa, e sim para todas, assim prevenindo a obesidade.

No Instituto Movere as férias para as crianças e adolescentes sempre são bem vindas, porém não posso deixar de concordar que se deva ter maior atenção com alimentação e a atividade física. O que foi observado nas crianças atendidas no Movere, é que a falta de rotina nas férias, leva ao consumo excessivo de alimentos e a falta de atividade física.

Considerando o estudo realizado e o que observamos no Movere elaboramos um material com recomendações e sugestões nas áreas da nutrição e atividade física, para ser entregue aos pais antes do inicio das férias.

Com esta metodologia conseguimos resultados significativos, das 94 crianças e adolescentes atendidos, 60% mantiveram o peso e 40% tiveram um ganho de peso bem menor comparado com o grupo que não recebeu o material das recomendações.

Sendo assim, verificamos com o estudo citado e os resultados observados pelo Movere, a importância da manutenção de certas rotinas para crianças e adolescentes, adaptadas para o período de férias, ajudando assim na prevenção da obesidade.

10 anos de Instituto Movere – Uma organização que transforma vidas

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

Ao celebrar 10 anos de Instituto Movere, faço uma retrospectiva de seus resultados, acertos, erros, desafios e oportunidades.

Criado em 2004, o Instituto Movere tinha uma missão desafiadora, prevenir e tratar a obesidade em crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Missão desafiadora que pude acompanhar e participar com mais de 3000 atendimentos de crianças, adolescentes e famílias, e capacitação de mais de 1000 profissionais da área de saúde e afins que hoje atendem a mesma demanda em suas comunidades, impactando um número também expressivo de crianças e adolescentes.

Os projetos realizados pelo Movere impactaram parâmetros importantes na saúde das crianças, adolescentes e suas famílias, refletindo para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, e na mudança comportamental, um dos pilares para o tratamento.

Os excelentes resultados do Movere não se limitaram aos atendidos, eles ultrapassaram as portas da instituição e ganharam o mundo, sendo divulgados em importantes congressos nacionais e internacionais, por meio de premiações e organizações, entre eles, o Programa Crescer, da Pepsico do Brasil que ficou entre os 10 melhores projetos do Brasil, Prêmio Saúde, Prêmio Betinho, ILSI e BrazilFoundation.

Meus esforços valeram à pena. O Movere foi um divisor de águas em minha vida. Acreditava que estava transformando a vida das pessoas, mas não percebi que no processo também estava transformando a minha. E toda transformação, mesmo com suas dificuldades é acompanhada de méritos, e assim fui agraciada e tive o privilegio de receber uma indicação como empreendedora social para rede Ashoka, no qual hoje faço parte, uma rede que acredita que pode mudar o mundo.

Meu desejo era de que o trabalho do Movere durasse para sempre. Como fazer isto? Como garantir a continuidade deste sonho? Com estes questionamentos em mente, mais uma vez mergulhei no mundo do empreendedorismo, com a ajuda da Artemisia Negócios Sociais, criamos um empreendimento visando sustentabilidade e impacto social com parte dos lucros reinvestidos nos projetos sociais.

Em 10 anos de acertos, erros, desafios e oportunidades, posso dizer com propriedade, que o sucesso exigiu determinação, coragem e paixão. E o melhor de tudo foi ter a oportunidade de compartilhar este sonho, com muitas pessoas, estagiários, investidores, parceiros, colaboradores e voluntários, que cresceram com a entidade e hoje carregam a semente do Movere. Destas sementes germinaram publicações científicas, dissertações de mestrado, doutorados, capítulos de livro e até mesmo o meu livro.

Com tanta coisa para celebrar resolvemos comemorar estes 10 anos do Movere, de cara nova, ou melhor, de site novo, desenvolvido por um destes colaboradores citados anteriormente, Douglas Silvério Maria, que conseguiu sintetizar visualmente todo o trabalho realizado pela entidade. Obrigada de coração pelo seu empenho e amizade.

Não posso deixar de agradecer também a todos que direta e indiretamente fizeram parte da nossa história, porque nada se consegue sozinho. Gostaria de citar aqui todos os nomes, mas a lista é grande, e tenho medo de esquecer alguém e ser injusta. Sendo assim quero que cada um de vocês ao ler este texto, e que participaram da nossa história, sinta-se abraçado bem forte e receba meu muito obrigado por participarem deste meu sonho.

Vera Lucia Perino Barbosa
Presidente do Instituto Movere

Sono como prevenção para a obesidade em crianças

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

A diminuição do tempo de sono tem se tornado uma condição endêmica na sociedade moderna.

Tendo em conta que o excesso de peso continua a aumentar entre as crianças e adolescentes e que as insônias são cada vez mais comuns na nossa sociedade, é importante ter em atenção os hábitos de sono e em especial os hábitos de sono dos seus filhos para prevenção de obesidade e outras doenças.

Sono

A falta de sono pode aumentar o risco de problemas com o peso, pois estimula os hormônios que influenciam o apetite, levando as crianças a comerem mais.

Além disso, a perda do sono contribui para uma fadiga no dia seguinte, com queda no rendimento da atividade física e, consequentemente, no gasto de calorias.
A obesidade é reconhecida também como o principal fator de risco para SAOS (Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono).

Na presença de obesidade, vários problemas podem ocorrer na região da orofaringe que predispõe a SAOS, como relaxamento da musculatura, amídalas grandes, recuo da base da língua agravado pela posição do queixo e respiração bucal. A natureza não preparou o ser humano para ser obeso. O excesso de peso interfere negativamente sobre o ronco, sono e qualidade de vida.

A SAOS resulta em desaturação de oxigênio e despertares durante o sono. Os sintomas incluem ronco, sonolência diurna excessiva, fadiga diurna, concentração diminuída e podem causar prejuízo no aspecto social, afetando negativamente a qualidade de vida.

Sintomas estes relatados pelos pais das crianças e adolescentes que frequentam o projeto do Instituto. Muitas vezes estas crianças e adolescentes são tidas como preguiçosas, que não gostam de fazer exercício, não gostam de estudar, portanto é necessário mais investigações e estudos sobre o sono em crianças e adolescentes.

Descobertas recentes apontam que a falta de sono em crianças e adolescentes pode sim afetar o peso. Embora tenha havido estudos que mostram essa relação em adultos, há poucos estudos que mostram isso de forma objetiva em crianças.

Especialistas do Centro de Pesquisa de Nutrição do USDA / ARS Infantil no Baylor College of Medicine mostrou em um estudo recente publicado no BMC Public Health que crianças de baixa renda obesas dormiam menos do que as crianças com peso adequado.

No estudo foram recrutadas crianças de 14 centros comunitários na cidade de Houston. As crianças usaram acelerômetros, ou monitores de atividade, durante 24 horas por dia ao longo de sete dias.

Das 483 crianças hispânicas e negras com idade entre 9 e 12 anos, apenas 12 dormiam as 10 a 12 horas de sono recomendadas pela Fundação Nacional do Sono. O estudo também descobriu que crianças obesas dormiam menos do que as crianças com um índice de massa corporal normal e que as meninas tendem a dormir menos do que os rapazes.

“Existem vários fatores sociais, culturais e biológicos que poderiam estar desempenhando um papel nestas crianças não dormir o suficiente”, A Fundação Nacional do Sono faz as seguintes recomendações para o sono em crianças:

• Recém-nascidos (1-2 meses de idade): 10.5 a 18 horas por dia
• As crianças (3 aos 11 meses de idade): 9 a 12 horas de sono por noite
• 1 a 3 anos de idade: de 12 a 14 horas de sono por noite
• 3 a 5 anos de idade: 11 a 13 horas de sono por noite
• 5 a 12 anos: 10 a 11 horas de sono por noite

A Fundação também oferece as seguintes dicas para os pais para ajudar seus filhos a ter um sono adequado:

• Estabelecer e manter uma programação de rotina de dormir e sono regular
• Tornar o ambiente de sono fresco, silencioso e escuro
• Não mantenha uma televisão ou computador no quarto

Aperfeiçoamento em Obesidade Infantil – Jornada SIM

O curso está voltado a ampliar os conhecimentos e habilidades dos profissionais na assistência à saúde e educação das crianças adolescentes e suas famílias, ampliando seu conhecimento nos temas: consequências e problemas clínicos decorrentes da doença obesidade, atividade física e saúde, avaliação antropométrica e da composição corporal desvios nutricionais, alimentação saudável, aspectos comportamentais; que devem interagir através de um enfoque interdisciplinar evitando-se visões fragmentadas, apenas de cada especialidade e/ou disciplina.

METODOLOGIA PEDAGÓGICA

O curso será baseado em aulas teórico-expositivas e práticas, utilizando-se de recursos audiovisuais, divididos em três módulos descritos a seguir:

I Módulo

8hs teóricas onde serão abordados, discussões de casos e os seguintes temas:

Aspectos Gerais da Obesidade

Epidemia da Obesidade na Infância e Adolescência

  • O que é obesidade?
  • Definição e propostas atuais da classificação da obesidade;
  • Principais conferências internacionais que direcionem as políticas nacionais e internacionais de saúde e apresentação de estatísticas.

Causas e Conseqüências da obesidade Infantil

Tema extremamente importante, pois trata dos sinais, sintomas e diagnóstico aos quais os profissionais devem estar atentos.

  • Desvios Nutricionais;
  • Fatores psicológicos;
  • Sedentarismo;
  • Doenças relacionadas: diabetes, dislipidemias, deficiências físicas, mentais, hormonais, e outras.

Prevenção e tratamento da obesidade infantil

Serão abordadas as várias formas de prevenção e tratamento.

  • Alimentação Saudável;
  • Higiene e Manipulação dos alimentos;
  • Aptidão Física relacionada à Saúde;
  • Avaliação Antropométrica e da Composição Corporal ( diagnóstico );
  • Benefícios dos Alimentos Funcionais na Infância;
  • Aspectos Psicológicos e Comportamentais.

II Módulo

8hs práticas onde serão desenvolvidas as seguintes atividades:

  • Dinâmica de grupo com a psicóloga;
  • Atividades na quadra poliesportiva;
  • Cozinha experimental;
  • Avaliações.

III Módulo

8hs práticas onde serão desenvolvidas as seguintes atividades:

  • Elaboração do projeto;
  • Analise dos projetos;
  • Entrega de certificados.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

O curso visa transmitir aos profissionais da área de saúde e educação, os conceitos sobre: diagnóstico e prevenção da obesidade e suas consequências, o estado de saúde presente e com projeção futura da criança obesa, sensibilizando a mobilizar e conscientizar a comunidade sobre a importância do tema. Nesse aspecto, ressaltam-se os cuidados nutricionais a serem adotados visando preservar o crescimento e o desenvolvimento adequado a idade, orientar as atividades físicas a serem adotadas, respeitando a capacidade física e a individualidade de cada criança e adolescentes, e por final a partir da utilização dos conhecimentos adquiridos, aplicar o método do Movere, hoje considerado ideal às condições brasileiras.

OBJETIVOS

  • Sensibilizar os profissionais quanto à maneira ideal de abordar as crianças;
  • Permitir ao profissional desenvolver capacidades teórico-práticas de entender o funcionamento básico do organismo e as conseqüências da obesidade na saúde e na expectativa de vida;
  • Compreender o processo de crescimento e desenvolvimento adequado durante a infância e a adolescência;
  • Ampliar os conhecimentos e habilidades técnicas dos profissionais ligados à saúde, ao assistir crianças;
  • Proporcionar a realização de ações intersetoriais no enfrentamento de problemas voltados à questão da obesidade;
  • Promover a atenção integral à saúde de crianças e jovens que requeiram a atenção de profissionais de disciplinas diversas, os quais deverão interagir;
  • Contribuir para a prevenção dos fatores de riscos causados pela obesidade;
  • Contribuir para o aumento do percentual de crianças e adolescentes que passem a adotar hábitos e estilos de vida mais saudáveis.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Os profissionais deverão realizar as medidas e avaliações das crianças e adolescentes da sua Instituição possibilitando o diagnóstico da obesidade infantil e inserir em um banco de dados para monitoramento. Para propagação dos ensinamentos deverão ser elaborados projetos que atendam a demanda da comunidade dentro da sua área da atuação. Ao final do curso será enviado o certificado de conclusão via e-mail.

Público alvo

Nutricionistas, Professores de Educação Física, Psicólogos, Médicos, Biomédicos, Fisioterapeutas, Fisiologistas, Farmacêuticos, Enfermeiras, Educadores, RH de empresas.

Data e horário

26/10/13 das 9h00 as 17h30
27/10/13 das 9h00 as 17h30

As inscrições estão encerradas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas preenchendo os dados abaixo:

Valor do Investimento:
R$ 300,00

Pagamento via depósito bancário:

Agência: 1479
Conta Poupança: 1014441-8
Banco: Bradesco (237)
CNPJ: 06284677/0001-85

Enviar comprovante de pagamento para:
info@institutomovere.org.br

Local
Instituto Movere – Rua Afonso Porto, 326, Arthur Alvim, São Paulo, SP.  Uma região estritamente comercial, com muitos bancos e comércios em geral. Confira no mapa como chegar via metrô.


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Coordenadora do curso e Palestrante:

Prof Dra. Vera Lúcia Perino Barbosa – Graduada em Educação Física pela Universidade Camilo Castelo Branco, São Paulo. Especialização em Saúde, Nutrição e Alimentação Infantil pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Mestre em Ciências na Saúde pela Universidade Federal de São Paulo UNIFESP e Doutora em Ciências na Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Organizadora e coordenadora do Curso de Aperfeiçoamento para profissionais da área da saúde e educação na prevenção da obesidade infanto-juvenil e das Jornadas SIM – Sensibilizar, Informar e Mobilizar contra a Obesidade Infantil. Consultora na área de Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil. Presidente do Instituto Movere de Ações Comunitárias – Primeira OSCIP que desenvolve projeto interdisciplinar com crianças e adolescentes de baixa renda com sobrepeso e obesos. Autora – Prevenção da Obesidade na Infância e na Adolescência – Editora Manole – 2 ed. Revisada e Ampliada 2008. Empreendedora Social Rede Ashoka.

Inscrições abertas para oficinas culinárias para crianças ;)

Com o intuito de estimular crianças de 6 a 11 anos a se alimentarem de forma saudável, o Instituto Movere abre vagas para esse público alvo a fim de participarem do Projeto “Brincando na Cozinha”. A iniciativa é gratuita e tem o objetivo de apresentar o mundo da nutrição na cozinha de um jeito lúdico e divertido.

As oficinas de culinária consistem em promover coordenação motora, percepções gustativa, olfativa, visual e tátil, noções de peso e medida. O resgate da cultura de fazer preparações em casa e que planejamento e organização são fundamentais para o bom desempenho, e com isto alcançar êxito, ensinamentos esses utilizados em toda vida.

O programa constitui também em prática de atividade física, não necessariamente de forma competitiva, mas por lazer, contribuindo para saúde, convívio social, respeito ao amigo e as regras, o trabalho em grupo e saber ganhar e perder.

Desde a sua fundação, em 2004, o Instituto Movere já atendeu 1500 crianças em seus projetos, “Prevenção e tratamento de comorbidades e melhoria da qualidade de vida em crianças e adolescentes obesos” e no “Projeto de prevenção e tratamento da obesidade em crianças e adolescentes na escola”.

Para inscrições, os pais de crianças de 6 a 11 anos podem entrar em contato pelo telefone 11 27412374.

Atendimento gratuitos para gestantes adolescentes, sobre alimentação, atividade física e comportamento

Com o objetivo de transmitir conhecimento por meio de ações de prevenção e proteção para não reincidência da gravidez na adolescência, o Instituto Movere abre vagas para gestantes, entre 12 e 17 anos.

O projeto “Alimentando Esperanças” consiste em um programa de educação nutricional, incentivo ao aleitamento materno, exercícios físicos, psicoterapia de grupo, acompanhamento de indicadores clínicos como avaliações antropométricas e de consumo alimentar, além de psicológicas e posturais e também oficinas de artesanato para geração de renda a fim de promover uma gestação saudável, qualidade de vida e saúde da adolescente e de seu filho.

Para a gestante que se inscrever na iniciativa, terá benefícios, como menor ganho de peso e adiposidade materna, diminuição do risco de diabetes e de complicações obstétricas, menor risco de parto prematuro e de duração da fase ativa do parto, redução da hospitalização e da incidência de cesárea e melhora na capacidade física.

Além disso, o programa proporciona: benefícios psicológicos e sociais, como melhora autoimagem, na autoestima e na sensação de bem estar; diminuição da sensação de isolamento social, da ansiedade e do estresse e do risco de depressão.

Segundo Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere, “o programa promove melhora da capacidade funcional, do peso corporal e do bem-estar geral da gestante. Sabemos que a gestação está incluída na lista dos fatores clássicos desencadeantes da obesidade. E o início ou manutenção da obesidade nesta fase está associado a inúmeros riscos maternos e fetais que podem desencadear problemas como diabetes, hipertensão e pré-eclâmpsia. Pesquisas mostram que o risco é seis vezes maior de complicações quando as gestantes são obesas”.

Gratuito, o projeto tem como prioridade atender gestantes que estão entre 12ª semana e a 16ª semana. Se não houver preenchimento das vagas, poderemos atender as futuras mães com diferentes períodos gestacionais. São 25 vagas para este semestre e mais 25 para o segundo semestre. As atividades serão realizadas duas vezes por semana no período da tarde.

As atividades incluem as oficinas de artesanato, com o objetivo de geração de renda. Elas serão compostas por ensinamento de técnicas, permitindo o desenvolvimento da criatividade de cada gestante. Também serão abordados temas de administração básica relacionados às oficinas como custos de materiais, mão de obra, tempo de produção, aproveitamento de materiais e lucro.

“O projeto é importante, pois estará atendendo jovens de baixa renda que não tem condições de pagar por um tratamento como este que inclui atendimento com nutricionista, fisioterapeuta e psicólogo”, explica Vera.

Para inscrições, as gestantes devem entrar em contato pelo telefone 11 27412374.

Instituto Movere finalista do Prêmio Saúde

Ontem foi um grande dia para o Instituto Movere, ficamos entre os três finalistas do Premio Saúde da Editora Abril, na categoria Políticas Públicas contra Obesidade.

Desde 2004 o Instituto Movere vem combatendo a Obesidade Infantil. Nesses oito anos foram atendidas mais de 1500 crianças e adolescentes diretamente e indiretamente 4500 pessoas. Mais de 32 mil atendimentos foram realizados. Também nesse período, capacitamos 1000 profissionais da área de saúde que hoje atendem a demanda em suas comunidades, impactando um número expressivo de crianças e adolescentes. Em 2006 fomos considerados tecnologia social com o projeto “Prevenção e Tratamento da Obesidade em Crianças e Adolescentes na Escola”, realizado em parceria com uma escola pública de São Paulo. Os projetos do Movere impactam importantes parâmetros da saúde de crianças, adolescentes e suas famílias, com melhora significativa da auto-estima, diminuição do peso, da circunferência da cintura, da porcentagem de gordura, e aumento da massa muscular. Além de significativas alterações alcançadas nas capacidades físicas voltadas para a saúde, como força, flexibilidade e agilidade. Os resultados alcançados fazem do nosso projeto uma ferramenta sustentável, principalmente quando pensamos em políticas públicas de saúde. Apesar de não termos ficado em primeiro lugar ontem, saímos vitoriosos e mais fortalecidos, e com a certeza que estamos no caminho certo.

Podemos resumir nosso sentimento em relação à premiação usando uma citação de José Saramago que diz o seguinte: “O que as vitórias têm de mau é que não são definitivas. O que as derrotas têm de bom é que também não são definitivas.” Portanto, o que para nós continua sendo definitivo é a jornada que trilhamos no combate a obesidade.

Vera Lucia Perino Barbosa
Presidente do Instituto Movere

Vagas para atendimento de crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade

Com o intuito de oferecer atendimento e orientação para crianças, adolescentes (6 a 17 anos) e famílias, sobre alimentação, atividade física e comportamento, o Instituto Movere abre 50 vagas para o projeto Educando para Saúde.

O projeto consiste em ações educativas promovendo o bem-estar e saúde por meio de programa de exercícios físicos regulares, reeducação alimentar, cozinha experimental, mudança de comportamento e acompanhamento de indicadores clínicos como avaliações antropométricas, nutricionais, psicológicas e posturais.

Segundo a Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere, “o principal objetivo da ONG é oferecer atendimento na prevenção e tratamento da obesidade, a partir de práticas baseadas em evidências científicas e técnicas inovadoras para mudar a realidade destes jovens”.

Desde a sua fundação, em 2004, o Instituto Movere já atendeu 1500 crianças em seus projetos, “Prevenção e tratamento de comorbidades e melhoria da qualidade de vida em crianças e adolescentes obesos de baixa renda” e no “Projeto de prevenção e tratamento da obesidade em Crianças e adolescentes na escola”.

Para garantir a sua vaga entre em contato pelo telefone 2741-2374.

Projeto de apadrinhamento para combate à obesidade infanto-juvenil

Com o objetivo de aprimorar o atendimento e oferecer todo o suporte necessário para as crianças e adolescentes com sobrepeso e obesidade de baixa renda atendidos pela instituição, o Instituto Movere procura parceiros para iniciar o projeto.

O projeto consiste em buscar pessoas físicas e jurídicas que possam apadrinhar uma ou mais crianças ou adolescentes com contribuições mensais. A iniciativa busca captar recursos para que a instituição possa realizar o atendimento completo, envolvendo as áreas de nutrição, atividade física e psicologia, além de envolver a família inteira do público-alvo. Assim, atingirá os resultados de forma mais eficaz, por meio da mudança de hábitos e melhor estilo de vida.

O apoio financeiro será direcionado ao projeto diretamente e não será enviado para a família ou criança. Para pessoas jurídicas, o valor estimado por criança é de R$150,00 a fim de suprir todos os atendimentos incluídos para o tratamento completo. Para pessoas físicas, os valores podem ser de R$ 10,00, R$ 25,00 ou R$ 40,00.

Por meio dos parceiros, o Instituto poderá arrecadar recursos para expandir o número de crianças e adolescentes atendidos. A instituição é a primeira ONG brasileira especializada no tratamento de crianças e adolescentes obesos.

Segundo Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere, “a ONG está trabalhando na busca de sustentabilidade, porém ainda precisa de ajuda para manter o projeto das crianças, que está sem patrocínio este ano. Sem essa ajuda será impossível atender a demanda que está surgindo na região. Quando a empresa ou a pessoa física investe nesta ação, está comprometida com o futuro de nossas crianças e adolescentes e estará também contribuindo para o seu desenvolvimento saudável”.

Mais informações, acesse: http://www.institutomovere.org.br/doacoes