Arquivos da categoria: Notícias

Novidades do Instituto Movere

Impacto do Projeto Núcleo de Atenção Contra a Violência em Crianças e Adolescentes Obesos sobre Variáveis Antropométricas em Crianças e Adolescentes com Sobrepeso e Obesidade

Profa. Dra. Vera Lúcia Perino Barbosa
Pós-graduanda Tatiana Silva Damasceno

A obesidade é considerada um problema de saúde pública no Brasil e em diversos países. A Organização Mundial da Saúde (OMS) aponta que em todo o mundo a prevalência de obesidade quase dobrou desde 19801. Na população infantil a prevalência da obesidade também tem aumentado em diversos países do mundo, inclusive no Brasil, o que está estritamente relacionado a mudanças no estilo de vida e nos hábitos alimentares2.

Programas de mudança de estilo de vida e a consequente criação de um ambiente favorável à saúde e à promoção de práticas alimentares e estilo de vida saudáveis se apresentam como importantes estratégias para enfrentar problemas alimentares e nutricionais como obesidade e doenças crônicas não transmissíveis associadas2.

O projeto Núcleo de Atenção Contra a Violência em Crianças e Adolescentes Obesos, realizado pelo Instituto Movere, tem esta proposta com atendimentos semanais em grupo com atividade física, programa de reeducação alimentar, dinâmicas de psicologia e suporte do serviço social e jurídico.

O acompanhamento da evolução dos participantes do projeto acontece mensalmente por meio do monitoramento do peso e altura para determinação do IMC (Índice de Massa Corporal), além de outras medidas antropométrica, como circunferências do pescoço, cintura e abdome. Os dados de melhora do 2º trimestre do projeto estão apresentados na Tabela 1.

A classificação do IMC pelas curvas da OMS é o parâmetro utilizado para determinar o estado nutricional de crianças e adolescentes3. Desta forma, a diminuição do IMC indica melhora do quadro de sobrepeso e obesidade, assim como a manutenção do seu valor aponta para o controle da progressão da doença, visto que nos últimos anos o IMC tem se deslocado ascendentemente na população, ou seja, crianças classificadas como obesas tem se tornado mais obesas ainda3. No Brasil essa tendência ascendente está indo de 0,4% para 5,9% no sexo masculino e de 0,7% para 4,0% no sexo feminino, comparando os mesmos períodos4. Em nossos resultados 79% das crianças e adolescentes atendidos melhoraram ou estabilizaram o valor do IMC no trimestre, mostrando o impacto positivo do programa sobre esta variável antropométrica e no controle da progressão da obesidade infantil na população estudada.

Mais recentemente a circunferência do pescoço (CP) tem sido proposta por vários autores como uma forma eficaz, de baixo custo e facilmente aplicável para avaliar a distribuição de gordura da parte superior do corpo, permitindo identificar as crianças em risco de desenvolver condições relacionadas com a obesidade central, tendo a vantagem de não sofrer variação no tamanho ao longo do dia, como pode acontecer com outras medidas corporais5. A CP elevada tem sido associada com diversas complicações metabólicas, como em estudo com 699 escolares que encontrou associação positiva entre elevada CP com glicemia de jejum, triglicérides, pressão sistólica e diastólica, proteína C-reativa, insulina e HOMA-IR6. A diminuição da circunferência do pescoço observada em  69% do grupo avaliado no projeto, podendo ser associado com diminuição de fator de risco para doenças cardiovasculares (DCV).

A gordura abdominal é reconhecida pelo seu papel no desenvolvimento de DCV. Diversos estudos recomendam o emprego desta medida como auxílio no diagnóstico precoce e na identificação daqueles candidatos em potencial a manifestarem os diferentes fatores de risco, como as dislipidemias, em adolescentes7. Com a intervenção do projeto, as medidas da região abdominal diminuíram no grupo, sendo a redução da circunferência da cintura em 67% do grupo e da circunferência abdominal em 55% das crianças e adolescentes. A melhora dessas medidas também aponta para o impacto do projeto sobre a diminuição de fatores de risco para o desenvolvimento e agravamento de DCV.

Desta forma, a intervenção do projeto Núcleo de Atenção Contra a Violência em Crianças e Adolescentes Obesos tem mostrado impacto positivo em curto prazo nas variáveis antropométricas das crianças e adolescentes e, consequentemente, melhora da obesidade e fatores de risco para doenças cardiovasculares.

Tabela 1 – Percentual de participantes por indicador que melhoraram ou mantiveram os valores no trimestre. São Paulo, 2016.

Indicador

Percentual de crianças e adolescentes que melhoraram

IMC

71%

Circunferência do pescoço

69%

Circunferência da cintura

67%

Circunferência abdominal

55%

 

Referências Bibliográficas

  1. Cunha, Kelly Aparecida da, et al. “Calcium intake, serum vitamin D and obesity in children: is there an association?.” Revista Paulista de Pediatria33.2 (2015): 222-229.
  2. Fernandes, Patrícia S., et al. “Avaliação do efeito da educação nutricional na prevalência de sobrepeso/obesidade e no consumo alimentar de escolares do ensino fundamental.” J Pediatr 85.4 (2009): 315-21.
  3. Friedrich, Roberta Roggia. “Efeito de um programa de intervenção com educação nutricional e atividade física na prevenção da obesidade em escolares: um estudo controlado randomizado.” (2015).
  4. Brasil. Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Pesquisa de Orçamentos Familiares (POF) 2008/2009: Antropometria e estado nutricional de crianças, adolescentes e adultos no Brasil. 2010.
  5. Santos, Daniela dos, et al. “Neck circumference as a complementary measure to identify excess body weight in children aged 13-24 months.”Revista Brasileira de Saúde Materno Infantil 15.3 (2015): 301-307.
  6. Gomez-Arbelaez, Diego, et al. “Neck circumference as a predictor of metabolic syndrome, insulin resistance and low-grade systemic inflammation in children: the ACFIES study.” BMC pediatrics 16.1 (2016): 1.
  7. Pavão, Fernando Henrique, et al. “Dislipidemia em adolescentes residentes em um município do Paraná e sua associação com a obesidade abdominal.”Revista da Educação Física/UEM 26.3 (2015).

 

 

 

Núcleo de Atenção Contra Violência em Crianças e Adolescentes Obesos

Instituto Movere abre inscrições para o Projeto Núcleo de Atenção Contra Violência em Crianças e Adolescentes Obesos

Com o objetivo de oferecer suporte interdisciplinar adequado para crianças e adolescentes vítimas de bullying para prevenir seus efeitos deletérios à saúde na vida adulta, o Instituto Movere abre inscrições para o projeto Núcleo de Atenção Contra Violência em Crianças e Adolescentes Obesos. Serão atendidas 100 crianças e adolescentes em situação de vulnerabilidade social de ambos os sexos, entre 6 a 17 anos, no período de um ano, da região de Arthur Alvim e dos bairros adjacentes.

Além disso, a iniciativa visa oferecer orientação e assistência jurídica às crianças e aos adolescentes vítimas de “bullying” e suas famílias, contribuir para a prevenção de fatores de riscos das doenças crônicas não transmissíveis (DCNT), promover mudanças nos hábitos alimentares por meio da reeducação alimentar e cozinha experimental, orientar as crianças, adolescentes e familiares no processo da promoção do equilíbrio emocional.

O projeto consiste na realização de avaliações antropométricas (peso, estatura, circunferência da cintura e pescoço) mensais para acompanhar a evolução da criança, adolescente e cuidador, acrescidas da avaliação: da composição corporal, dos testes motores, da postura e dos exames bioquímicos. Todas estas avaliações serão realizadas no início e no final do projeto. Cada criança e adolescente receberá orientação uma vez na semana da equipe interdisciplinar, composta por: médico, fisioterapeuta, nutricionista, psicólogo, assistente social, advogado e educador físico.

Além disso, este público terá aulas de cozinha experimental, perfazendo um total de 17 orientações por mês, com a assistência social e jurídica, livres, a partir da necessidade de cada um dos atendidos e de seus familiares, com agendamento prévio, em sistema de plantão, salvo os casos de emergência ou urgência. A criança ou adolescente deverá estar sempre acompanhada por um dos familiares ou seu representante legal.

Os pais receberão a cartilha “Se meu filho está com sobrepeso, o que posso fazer a respeito”, desenvolvida a partir de uma ação em parceria com o Center of Weight and Health da Universidade da Califórnia – Berkeley e a Dra. Joanne Ikeda. O Instituto obteve os direitos autorais e a equipe traduziu a cartilha. Nele, há explicação sobre o que é o sobrepeso, que tipos de alimentos devem ser oferecidos às crianças que têm sobrepeso, atitudes, gestos e formas de incentivá-los a perder peso, mas antes de tudo, sentir-se bem consigo mesmo. E também dicas de substituições de alimentos “atrativos” por outros mais saudáveis. Vale lembrar que, ajuda muito toda família ter uma atitude saudável.

Segundo a Vera Lúcia Perino Barbosa, Presidente do Instituto Movere, “esperamos ao final do projeto mostrar os indicadores de resultados para a Secretaria da Educação e Saúde para debatermos políticas públicas, para ajudar as crianças e lidarem com sobrepeso e obesidade tanto diante da família como na escola”.

Os atendimentos serão realizados no Instituto Movere de segunda e sexta-feira, das 9h às 17h, na Rua Afonso Porto 326, no Bairro de Arthur Alvim (próximo ao metrô Arthur Alvim). As inscrições estão abertas e as famílias podem se inscrever pelo fone: 2741-2374 – horário das 10h às 17h.

Hortifruti e Nutri Ventures lançam lanche saudável para crianças

Sempre em busca de hábitos alimentares mais saudáveis, a Hortifruti lança um novo produto destinado às crianças: o Lanche do Nutri-Herói.

Em parceria com a Nutri Ventures, primeira marca de entretenimento infantil que promove e incentiva exclusivamente a boa alimentação, o Lanche do Nutri-Herói é composto por sucos, sanduíches naturais e frutas picadas, e virá em lancheiras com embalagem especial e divertida.

Todos os produtos do Lanche Nutri-Herói foram validados pelo Instituto Movere.

Lanche Nutri-Herói

Com o objetivo de estimular e incentivar as crianças a consumirem alimentos saudáveis no lanche da escola, o Lanche Nutri-Herói virá em três opções: suco natural de tangerina 300ml, sanduíche integral com creme de ricota light e cenoura ralada, e um pote de uva; suco natural de laranja 300ml, sanduíche integral com creme de ricota light e cenoura ralada, e um pote de manga picada; e suco natural de laranja 300ml, cookies de soja com chocolate e laranja e um pote de manga picada.

Segundo Fabio Hertel, Diretor de Comunicação e Novos Negócios da Hortifruti, a parceria com o projeto Nutri Ventures prevê uma série de atividades lúdicas e educacionais que incentivarão as crianças a se alimentarem de uma forma adequada e divertida. “Mais do que um produto, nós abraçamos a causa contra a obesidade infantil”, afirma Fabio Hertel.

O lanche já está nas 32 lojas da rede Hortifruti. Dentro da embalagem, as crianças ainda ganharão um card com um código para brincar no Mundo Mágico Nutri Ventures (www.nutri-ventures.com).

Nutri Ventures lança no Brasil o programa de educação nutricional Nutri-Mestres

A Nutri Ventures, primeira marca de entretenimento infantil que promove exclusivamente hábitos alimentares saudáveis e produtora da série animada Nutri Ventures – Em Busca dos Sete Reinos, lança hoje, um projeto de educação nutricional revolucionário.

Batizada de Nutri-Mestres, a iniciativa é um programa global desenvolvido exclusivamente para profissionais de saúde e educação, que utiliza o entretenimento como ferramenta educativa na promoção da alimentação e estilos de vida saudáveis na infância.

Em um site criado exclusivamente para os profissionais brasileiros, que lidam com crianças de 4 aos 10 anos, há vídeo-aulas, fichas de atividades, plano de aulas, músicas e diversos conteúdos com elementos de interatividade e multimídia sobre estilo de vida saudável. Parte do conteúdo é disponibilizada gratuitamente no portal www.nutri-mestres.com.br. Para acesso integral ao programa, a Nutri Ventures estabelecerá parcerias com entidades públicas e privadas e customizará todos os materiais de acordo com cada demanda.

Nutri Mestres

O projeto é o mesmo defendido pela primeira-dama dos EUA, Michelle Obama, que abraçou a causa e, através de uma parceria entre a Nutri Ventures e a Partnership For a Healthier America, movimento liderado por ela, disponibilizou todo o conteúdo didático do Nutri-Mestres – ou Nutri-Guardians, em inglês – a mais de 60 mil escolas públicas norte-americanas.

“A Nutri Ventures está ajudando a mudar a epidemia de obesidade que afeta as crianças deste país e, por isso, sou extremamente grata. A companhia é vital para o sucesso desta empreitada”, afirmou a primeira-dama em carta de agradecimento à empresa.

Para todos os gostos

Os materiais do portal abordam o tema alimentação dentro de quase todas as disciplinas do ensino fundamental: Línguas, Ciências, Matemática, Artes, Música e Educação Física.“Emprestamos a história e os heróis da Nutri Ventures – que as crianças já conhecem da televisão e do digital – e desenvolvemos o material que vão ajudar os profissionais a captar a atenção dos pequenos para o tema da alimentação saudável”, esclarece Sofia Bento Monteiro, Global Marketing Manager da Nutri Ventures.

Na plataforma é possível encontrar o conteúdo agrupado de forma tradicional: tema, disciplina e idade da criança ou até mesmo por conteúdos mais vistos, conteúdos mais votados, etc.

A elaboração do material contou com uma equipe de especialistas para garantir a validação técnica e científica do programa. O projeto Nutri-Mestres foi originalmente desenvolvido em parceria com os Ministérios da Educação e Saúde de Portugal e todo conteúdo foi revisto e adaptado por profissionais nas áreas de educação, saúde e nutrição em cada um dos países onde o projeto é lançado.

No Brasil, a responsabilidade ficou a cargo do Instituto Movere, que desde 2004, previne e trata a obesidade em crianças e adolescentes, atuando baseado nas áreas de nutrição, psicologia, educação física, fisioterapia, e buscando a mudança comportamental.

O Nutri-Mestres está em fase final de desenvolvimento no Brasil e a Nutri Ventures busca parceiros para viabilizar 100% da implantação do programa, tal como ele é feito em Portugal e nos EUA. A Nutri Ventures estabelece parcerias com entidades públicas e privadas nas áreas da educação e saúde, sistemas de ensino, grupos hospitalares, empresas e todas as instituições que desejam promover estilos de vida mais saudáveis junto às crianças.

“Empresas e entidades públicas podem nos contactar para o desenvolvimento de programas que atendam todas as suas especificidades”, explica Pedro Crespo, CEO da Nutri Ventures no Brasil.

Descubra tudo sobre o projeto Nutri-Mestres. Acesse aqui: www.nutri-mestres.com.br

O papel da TV na vida das crianças e a obesidade infantil

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

A sociedade moderna rapidamente vem se adaptando aos avanços tecnológicos que interferem no estilo de vida das pessoas e, em especial, das crianças e adolescentes que passaram a ter um comportamento sedentário com horas em frente a TV.

A família é a influência mais importante na vida de uma criança, mas a televisão não está muito atrás. A televisão pode nos informar nos entreter e ensinar. Entretanto, além de levar ao comportamento sedentário, algumas coisas que a TV mostra ou ensina não é adequado às crianças. Os programas e os comerciais de TV mostram frequentemente a violência, o uso do álcool, drogas e conteúdo sexual, que não são apropriados para crianças ou adolescentes.

Para a Associação Americana de Pediatria (AAP, sigla em inglês), os pais devem limitar o tempo que seus filhos passam em frente à televisão, computador, celular ou tablet para duas horas por dia. Esse tempo não inclui, no entanto, o uso dos aparelhos para fins acadêmicos. A recomendação faz parte das novas diretrizes da entidade, apresentadas durante o encontro anual da AAP, em Orlando, Estados Unidos, e publicadas na revista Pediatrics.,2013.

Em um estudo realizado pela Universidade de Coimbra em 2013 envolvendo 17.424 mil crianças de jardins-de-infância e escolas de várias regiões do país, mostrou que a televisão tem o maior impacto no excesso de peso e no aumento da pressão arterial.

O estudo determinou a porcentagem de crianças que passam mais de duas horas diárias em frente a TV, ultrapassando os limites considerados de referência (da Academia Americana de Pediatria): 28% de meninos e 26% de meninas veem mais de duas horas de televisão por dia durante a semana. Mas, ao fim de semana, a percentagem dispara: 75% nos meninos e 74% nas meninas.
No Instituto Movere os achados não são diferentes. Um percentual expressivo de crianças e adolescentes ultrapassam 2 horas em frente à televisão. Este comportamento é encontrado tanto em crianças com excesso de peso quanto em crianças eutróficas, conforme gráfico abaixo:

Percentual de crianças e adolescentes que ultrapassam 2 horas em frente à televisão

Gráfico Percentual TV

De acordo com outro estudo feito na Universidade de Montreal, no Canadá, e publicado em 2012, quanto mais tempo uma criança de dois a quatro anos de idade passa em frente à televisão, maior o risco de acúmulo da gordura na cintura. Outra pesquisa, feita nos Estados Unidos, mostrou que há outro agravante para a saúde de criança em relação ao hábito: de acordo com o trabalho, ter televisão no quarto aumenta ainda mais o tempo em que uma criança passa em frente ao aparelho e eleva o risco de obesidade infantil.

Outros estudos mostram também que assistir à TV pode levar a um comportamento mais agressivo, menos atividade física, imagem alterada do corpo e maior uso de drogas e álcool. Sabendo como a televisão pode afetar suas crianças e definindo limites, você pode fazer com que a experiência de assistir à TV seja menos prejudicial e bem mais agradável.

As crianças e adolescentes com excesso de peso que passaram por tratamento interdisciplinar no Instituto Movere melhoraram este comportamento. No final da intervenção, 91% das crianças e adolescentes reduziram o tempo em que passam em frente à TV.

Você pode não acreditar, mas a televisão afeta de muitas maneiras a vida da sua criança. Portanto, quando sua criança sentar para assistir à TV, considere o seguinte:

Tempo – Crianças nos Estados Unidos assistem por dia 4 horas de TV aproximadamente. Assistindo a filmes e jogando vídeo game só aumenta o tempo gasto em frente à TV. Pode ser tentador usar a TV, os filmes e o videogame para manter seu filho ocupado, mas ele precisa também gastar seu tempo de outras maneiras. Brincar, ler e passar o tempo com amigos e familiares são ações bem mais saudáveis do que sentar em frente à TV.

Aprendendo – A televisão acaba afetando a aprendizagem, isto é, a forma correta para aprender. Os programas de alta qualidade podem ter um efeito positivo na aprendizagem. Os estudos mostram que as crianças na fase pré-escolar que prestam atenção a programas educacionais melhoram em testes de leitura e matemática, do que as crianças que não assistem a estes programas. Quando usada com cuidado, a televisão pode ser uma ferramenta positiva para ajudar a sua criança aprender. Para as crianças mais velhas, os programas de alta qualidade podem trazer benefícios. Entretanto, para as crianças mais novas a história é muito diferente. Os primeiros dois anos da vida são notadamente importantes no crescimento e no desenvolvimento do cérebro. Durante esse tempo, a criança necessita de uma interação positiva com outras crianças e adultos, para dessa forma, desenvolver bem a linguagem e suas habilidades sociais. Aprender a falar e brincar com os outros é mais importante do que assistir TV. Até que mais pesquisas sejam feitas sobre os efeitos da TV nas crianças muito novas, a Academia Pediátrica Americana não recomenda a televisão para crianças com menos de 2 anos de idade. Para as crianças mais velhas, a Academia recomenda não mais de uma a duas horas por o dia. Existem muitas maneiras de os pais ajudarem seus filhos a desenvolverem bons hábitos para assistir TV.

Defina limites – Defina o tempo de uso para TV, videogame e computador para não mais do que duas horas ao dia. Não deixe sua criança assistir à TV enquanto faz a lição de casa. Não coloque uma televisão no quarto do seu filho.

Planeje o que sua criança vai assistir – Em vez de ficar mudando de canal, tenha em mãos um guia para poder ajudá-lo a escolher os programas certos para sua criança. Ligue a tevê para assistir ao programa escolhido e desligue-a quando o programa terminar.

Assista à TV com seu filho – Sempre que possível, assista à TV com sua criança e converse sobre o que você está assistindo. Se sua criança for muito nova, ela não vai saber a diferença entre um show, um comercial, um desenho ou vida real. Explique que os personagens na TV não são reais. Alguns programas “baseados na realidade” podem parecer “reais”, mas a maioria deles serve para atrair a atenção dos telespectadores. Boa parte do conteúdo desses programas não é aconselhável para as crianças. As transmissões de notícias contêm também material violento ou impróprio. Se você não tiver tempo de assistir à TV com sua criança, preste atenção naquilo que ela viu para que mais tarde você possa conversar com ela. Melhor ainda, grave o programa de modo que você possa assistir com sua criança no horário apropriado para você. Pense sempre na qualidade do tempo que você passa com sua criança.

Encontre uma mensagem correta – Mesmo um programa ruim pode se tornar uma experiência de aprendizado se você ajudar sua criança a encontrar a mensagem certa. Alguns programas da televisão podem criar estereótipos de alguns povos ou pessoas. Converse com sua criança sobre o papel real das mulheres, dos mais velhos e de outras pessoas de outras raças na sociedade que não são apresentados na TV. Ensine que as pessoas, os povos podem ter maneiras diferentes de agir, mas nem por isso são diferentes de nós mesmos. Ajude sua criança aprender a ter tolerância com o outro. Lembre-se de, se você não concordar com determinada matéria, pode desligar a tevê ou, então, explicar porque não concorda.

Ajude a sua criança resistir aos comerciais – Não espere que sua criança seja capaz de resistir aos comerciais de brinquedos, doces, snacks, cereais, bebidas ou programas novos de tevê sem sua ajuda. Quando sua criança pede produtos anunciados na tevê, explique que a finalidade dos comerciais é fazer com que as pessoas queiram coisas que muitas vezes não precisam. Tente limitar o número de comerciais que sua criança vê mudando de canal ou conversando com ela nos intervalos comerciais. Você também pode gravar os programas tirar os comerciais ou comprar vídeos ou DVDS, assim ela assistirá programas educativos sem ser bombardeada por comerciais.

Procure vídeos ou DVDs de qualidade para suas crianças – Há muitos videos e DVDs de qualidade disponível para as crianças que você pode comprar ou alugar. Verifique antes de comprar ou de alugar programas ou filmes que possam acrescentar algo para sua criança. Essas informações estão disponíveis em livros, jornais e também na Internet.

Ofereça outras opções – Não deixe que a tevê transforme-se em um hábito para sua criança. Ajude-a encontrar outras coisas para fazer com seu tempo, tal como jogar, ler, aprender um esporte, um instrumento ou usar esse tempo para ficar com família, amigos ou vizinhos.

Seja você um bom exemplo – Você é o modelo mais importante na vida da sua criança. Limitar seu próprio tempo assistindo à TV, escolher programas com cuidado que ajudarão a sua criança a fazer o mesmo.

Expresse sua visão sobre o que você está assistindo – Quando você gosta ou não gosta de algo que você vê na televisão, faça com que você seja ouvido. Escreva para o canal de tevê, à rede ou ao patrocinador do programa. Os canais, as redes e os patrocinadores costumam prestar atenção no que seu público gosta ou se está insatisfeito. Se você achar que um comercial está sendo desonesto, escreva o nome do produto, em que canal passou e em que horário, e descreva sua preocupação.

Obesidade e a gordura no fígado em crianças e adolescentes

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde
Tatiana Silva, Nutricionista e Especialista em Obesidade

Com o aumento alarmante da obesidade em crianças e adolescentes, podemos observar cada vez mais cedo o surgimento de comorbidades antes vistas só em adultos. Dentre as principais alterações associadas à obesidade, podemos citar a hipertensão, dislipidemia, diabetes mellitus, problemas psicológicos, ortopédicos, esteatose hepática não alcoólica entre outras.

Estima-se que só as DCNTs contribuíram com quase 60% das mortes (31.7 milhões) no mundo. Em 2020, a previsão é de que 73% das mortes sejam atribuídas a estes agravos. Estes números envolve um alto custo econômico para o indivíduo, a família e a sociedade.

Fígado

Uma das doenças que está alarmando os especialistas é a esteatose hepática não alcoólica (non alcoholic fatty liver disease = NAFLD), chamada também de gordura no fígado. A doença é quase idêntica ao dano hepático vivido por pessoas que consomem muita bebida alcoólica, mas, neste caso, o estrago está feito não pelo álcool, mas pela má alimentação e excesso de peso.

A esteatose hepática não alcoólica é uma condição do fígado causada por acúmulo de gordura. Literalmente é sinônimo de fígado gorduroso. Nosso fígado possui normalmente pequenas quantidades de gordura, que compõe cerca de 10% do seu peso. Quando o acúmulo de gordura excede esse valor, estamos diante de um fígado que está acumulando gordura dentro do seu tecido. O fígado gorduroso parece ser o mais novo componente da epidemia da obesidade, principalmente entre crianças e adolescentes.

No Instituto Movere em um dos grupos das 113 crianças que foram avaliadas por ultrassonografia, 30% apresentaram gordura no fígado. De acordo com a Sociedade Brasileira de Hepatologia, a prevalência da doença em crianças foi encontrada entre 15,7% e 77%, de acordo com o método utilizado na avaliação.

A esteatose hepática não alcoólica está estritamente relacionada com a Síndrome Metabólica em crianças e adolescentes obesas, e a prevalência chega a 28%. No Instituto Movere, dentre as crianças e adolescentes que realizaram os exames bioquímicos, 12,5% apresentavam os critérios para diagnóstico de síndrome metabólica.

Excesso de peso, síndrome metabólica, e má alimentação, exercem grande influência no desenvolvimento da esteatose hepática não alcoólica. Ao imaginarmos o fígado gorduroso, logo pensamos nas gorduras. Porém, por incrível que isso possa parecer, não é somente a gordura a grande vilã do fígado de nossas crianças. Já se sabe que nesses casos o excesso de carboidratos, principalmente o açúcar, são os principais responsáveis pelos depósitos de gordura no fígado. A Organização Mundial de Saúde (OMS) recomenda que o açúcar de adição não ultrapasse 10% das calorias diárias.

Em outro grupo de 93 crianças atendidas no Instituto Movere, por meio do questionário de frequência do consumo alimentar aplicado no início do estudo, observou-se que 74% das crianças e adolescentes apresentavam alto consumo de refrigerantes e sucos industrializados e 57% elevada ingestão de doces. Soma-se a isto o consumo de alimentos de alto índice glicêmico e ricos em gordura saturada. Corroborando com estes dados, 62% das famílias das crianças e adolescentes apresentaram alto consumo de açúcar refinado em suas residências.

As estratégias para o tratamento da esteatose hepática não alcoólica consiste em redução gradual do peso gordo, controle dos níveis de glicemia, insulinemia, colesterol e triglicérides. A intervenção deve ser multidisciplinar, com orientação nutricional, exercícios físicos e intervenções psicológicas.

No Instituto Movere as crianças e adolescentes obesos com suas famílias passam por tratamento interdisciplinar, obtendo ótimos resultados após 1 ano de intervenção. Nos fatores de risco para síndrome metabólica, 90% das crianças e adolescentes diminuíram significativamente a circunferência abdominal. Dentre os fatores de risco para esteatose hepática não alcoólica relacionados à alimentação, 98% das crianças e adolescentes reduziram o consumo de refrigerantes, 95% diminuíram o consumo de doces e 91% dos pais reduziram o consumo de açúcar refinado em suas residências.

As mudanças de hábitos e comportamentos que as crianças e adolescentes alcançaram por meio das intervenções realizadas no Instituto Movere foram essenciais para a redução dos fatores de risco para a esteatose hepática não alcoólica e para doenças associadas à obesidade infantil.

Ganho de peso nas férias

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

As férias tão esperadas pelas crianças e adolescentes se tornam um pesadelo para os profissionais que trabalham com a obesidade infantil. Todo o trabalho realizado durante o ano letivo muitas vezes é totalmente perdido nas férias.

Estudo realizado pelo Research Center at Baylor College of Medicine mostrou que crianças ganham peso durante as férias de verão, no entanto, durante o ano letivo elas perdem peso. A pesquisa foi incluída em uma edição recente no Journal of School Health, na qual foi observado que todas as crianças ganham peso durante as férias, no entanto o ganho de peso é mais significativo entre as crianças com sobrepeso e obesidade.

Criança e videogame

Existem várias explicações possíveis para o ganho de peso durante as ferias em comparação com o ano letivo. Uma delas segundo a autora do estudo é que a escola proporciona mais estrutura e as crianças não tem acesso ilimitado à comida durante o dia. Já no período de férias provavelmente elas tem maior acesso aos alimentos ao longo do dia, e também deixam de realizar atividade física, e assumem um comportamento mais sedentário, ficam mais em frente à TV e horas em frente ao computador.

A pesquisadora aponta que deve ser dada mais atenção na alimentação e atividade física no período das férias, e que esta atenção não dever ser somente para aquelas crianças que estão com sobrepeso ou obesa, e sim para todas, assim prevenindo a obesidade.

No Instituto Movere as férias para as crianças e adolescentes sempre são bem vindas, porém não posso deixar de concordar que se deva ter maior atenção com alimentação e a atividade física. O que foi observado nas crianças atendidas no Movere, é que a falta de rotina nas férias, leva ao consumo excessivo de alimentos e a falta de atividade física.

Considerando o estudo realizado e o que observamos no Movere elaboramos um material com recomendações e sugestões nas áreas da nutrição e atividade física, para ser entregue aos pais antes do inicio das férias.

Com esta metodologia conseguimos resultados significativos, das 94 crianças e adolescentes atendidos, 60% mantiveram o peso e 40% tiveram um ganho de peso bem menor comparado com o grupo que não recebeu o material das recomendações.

Sendo assim, verificamos com o estudo citado e os resultados observados pelo Movere, a importância da manutenção de certas rotinas para crianças e adolescentes, adaptadas para o período de férias, ajudando assim na prevenção da obesidade.

10 anos de Instituto Movere – Uma organização que transforma vidas

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

Ao celebrar 10 anos de Instituto Movere, faço uma retrospectiva de seus resultados, acertos, erros, desafios e oportunidades.

Criado em 2004, o Instituto Movere tinha uma missão desafiadora, prevenir e tratar a obesidade em crianças, adolescentes e famílias em situação de vulnerabilidade social.

Missão desafiadora que pude acompanhar e participar com mais de 3000 atendimentos de crianças, adolescentes e famílias, e capacitação de mais de 1000 profissionais da área de saúde e afins que hoje atendem a mesma demanda em suas comunidades, impactando um número também expressivo de crianças e adolescentes.

Os projetos realizados pelo Movere impactaram parâmetros importantes na saúde das crianças, adolescentes e suas famílias, refletindo para a prevenção das doenças crônicas não transmissíveis, e na mudança comportamental, um dos pilares para o tratamento.

Os excelentes resultados do Movere não se limitaram aos atendidos, eles ultrapassaram as portas da instituição e ganharam o mundo, sendo divulgados em importantes congressos nacionais e internacionais, por meio de premiações e organizações, entre eles, o Programa Crescer, da Pepsico do Brasil que ficou entre os 10 melhores projetos do Brasil, Prêmio Saúde, Prêmio Betinho, ILSI e BrazilFoundation.

Meus esforços valeram à pena. O Movere foi um divisor de águas em minha vida. Acreditava que estava transformando a vida das pessoas, mas não percebi que no processo também estava transformando a minha. E toda transformação, mesmo com suas dificuldades é acompanhada de méritos, e assim fui agraciada e tive o privilegio de receber uma indicação como empreendedora social para rede Ashoka, no qual hoje faço parte, uma rede que acredita que pode mudar o mundo.

Meu desejo era de que o trabalho do Movere durasse para sempre. Como fazer isto? Como garantir a continuidade deste sonho? Com estes questionamentos em mente, mais uma vez mergulhei no mundo do empreendedorismo, com a ajuda da Artemisia Negócios Sociais, criamos um empreendimento visando sustentabilidade e impacto social com parte dos lucros reinvestidos nos projetos sociais.

Em 10 anos de acertos, erros, desafios e oportunidades, posso dizer com propriedade, que o sucesso exigiu determinação, coragem e paixão. E o melhor de tudo foi ter a oportunidade de compartilhar este sonho, com muitas pessoas, estagiários, investidores, parceiros, colaboradores e voluntários, que cresceram com a entidade e hoje carregam a semente do Movere. Destas sementes germinaram publicações científicas, dissertações de mestrado, doutorados, capítulos de livro e até mesmo o meu livro.

Com tanta coisa para celebrar resolvemos comemorar estes 10 anos do Movere, de cara nova, ou melhor, de site novo, desenvolvido por um destes colaboradores citados anteriormente, Douglas Silvério Maria, que conseguiu sintetizar visualmente todo o trabalho realizado pela entidade. Obrigada de coração pelo seu empenho e amizade.

Não posso deixar de agradecer também a todos que direta e indiretamente fizeram parte da nossa história, porque nada se consegue sozinho. Gostaria de citar aqui todos os nomes, mas a lista é grande, e tenho medo de esquecer alguém e ser injusta. Sendo assim quero que cada um de vocês ao ler este texto, e que participaram da nossa história, sinta-se abraçado bem forte e receba meu muito obrigado por participarem deste meu sonho.

Vera Lucia Perino Barbosa
Presidente do Instituto Movere

Sono como prevenção para a obesidade em crianças

Vera Lucia Perino Barbosa, Dra. em Ciências da Saúde

A diminuição do tempo de sono tem se tornado uma condição endêmica na sociedade moderna.

Tendo em conta que o excesso de peso continua a aumentar entre as crianças e adolescentes e que as insônias são cada vez mais comuns na nossa sociedade, é importante ter em atenção os hábitos de sono e em especial os hábitos de sono dos seus filhos para prevenção de obesidade e outras doenças.

Sono

A falta de sono pode aumentar o risco de problemas com o peso, pois estimula os hormônios que influenciam o apetite, levando as crianças a comerem mais.

Além disso, a perda do sono contribui para uma fadiga no dia seguinte, com queda no rendimento da atividade física e, consequentemente, no gasto de calorias.
A obesidade é reconhecida também como o principal fator de risco para SAOS (Síndrome de Apnéia Obstrutiva do Sono).

Na presença de obesidade, vários problemas podem ocorrer na região da orofaringe que predispõe a SAOS, como relaxamento da musculatura, amídalas grandes, recuo da base da língua agravado pela posição do queixo e respiração bucal. A natureza não preparou o ser humano para ser obeso. O excesso de peso interfere negativamente sobre o ronco, sono e qualidade de vida.

A SAOS resulta em desaturação de oxigênio e despertares durante o sono. Os sintomas incluem ronco, sonolência diurna excessiva, fadiga diurna, concentração diminuída e podem causar prejuízo no aspecto social, afetando negativamente a qualidade de vida.

Sintomas estes relatados pelos pais das crianças e adolescentes que frequentam o projeto do Instituto. Muitas vezes estas crianças e adolescentes são tidas como preguiçosas, que não gostam de fazer exercício, não gostam de estudar, portanto é necessário mais investigações e estudos sobre o sono em crianças e adolescentes.

Descobertas recentes apontam que a falta de sono em crianças e adolescentes pode sim afetar o peso. Embora tenha havido estudos que mostram essa relação em adultos, há poucos estudos que mostram isso de forma objetiva em crianças.

Especialistas do Centro de Pesquisa de Nutrição do USDA / ARS Infantil no Baylor College of Medicine mostrou em um estudo recente publicado no BMC Public Health que crianças de baixa renda obesas dormiam menos do que as crianças com peso adequado.

No estudo foram recrutadas crianças de 14 centros comunitários na cidade de Houston. As crianças usaram acelerômetros, ou monitores de atividade, durante 24 horas por dia ao longo de sete dias.

Das 483 crianças hispânicas e negras com idade entre 9 e 12 anos, apenas 12 dormiam as 10 a 12 horas de sono recomendadas pela Fundação Nacional do Sono. O estudo também descobriu que crianças obesas dormiam menos do que as crianças com um índice de massa corporal normal e que as meninas tendem a dormir menos do que os rapazes.

“Existem vários fatores sociais, culturais e biológicos que poderiam estar desempenhando um papel nestas crianças não dormir o suficiente”, A Fundação Nacional do Sono faz as seguintes recomendações para o sono em crianças:

• Recém-nascidos (1-2 meses de idade): 10.5 a 18 horas por dia
• As crianças (3 aos 11 meses de idade): 9 a 12 horas de sono por noite
• 1 a 3 anos de idade: de 12 a 14 horas de sono por noite
• 3 a 5 anos de idade: 11 a 13 horas de sono por noite
• 5 a 12 anos: 10 a 11 horas de sono por noite

A Fundação também oferece as seguintes dicas para os pais para ajudar seus filhos a ter um sono adequado:

• Estabelecer e manter uma programação de rotina de dormir e sono regular
• Tornar o ambiente de sono fresco, silencioso e escuro
• Não mantenha uma televisão ou computador no quarto

Aperfeiçoamento em Obesidade Infantil – Jornada SIM

O curso está voltado a ampliar os conhecimentos e habilidades dos profissionais na assistência à saúde e educação das crianças adolescentes e suas famílias, ampliando seu conhecimento nos temas: consequências e problemas clínicos decorrentes da doença obesidade, atividade física e saúde, avaliação antropométrica e da composição corporal desvios nutricionais, alimentação saudável, aspectos comportamentais; que devem interagir através de um enfoque interdisciplinar evitando-se visões fragmentadas, apenas de cada especialidade e/ou disciplina.

METODOLOGIA PEDAGÓGICA

O curso será baseado em aulas teórico-expositivas e práticas, utilizando-se de recursos audiovisuais, divididos em três módulos descritos a seguir:

I Módulo

8hs teóricas onde serão abordados, discussões de casos e os seguintes temas:

Aspectos Gerais da Obesidade

Epidemia da Obesidade na Infância e Adolescência

  • O que é obesidade?
  • Definição e propostas atuais da classificação da obesidade;
  • Principais conferências internacionais que direcionem as políticas nacionais e internacionais de saúde e apresentação de estatísticas.

Causas e Conseqüências da obesidade Infantil

Tema extremamente importante, pois trata dos sinais, sintomas e diagnóstico aos quais os profissionais devem estar atentos.

  • Desvios Nutricionais;
  • Fatores psicológicos;
  • Sedentarismo;
  • Doenças relacionadas: diabetes, dislipidemias, deficiências físicas, mentais, hormonais, e outras.

Prevenção e tratamento da obesidade infantil

Serão abordadas as várias formas de prevenção e tratamento.

  • Alimentação Saudável;
  • Higiene e Manipulação dos alimentos;
  • Aptidão Física relacionada à Saúde;
  • Avaliação Antropométrica e da Composição Corporal ( diagnóstico );
  • Benefícios dos Alimentos Funcionais na Infância;
  • Aspectos Psicológicos e Comportamentais.

II Módulo

8hs práticas onde serão desenvolvidas as seguintes atividades:

  • Dinâmica de grupo com a psicóloga;
  • Atividades na quadra poliesportiva;
  • Cozinha experimental;
  • Avaliações.

III Módulo

8hs práticas onde serão desenvolvidas as seguintes atividades:

  • Elaboração do projeto;
  • Analise dos projetos;
  • Entrega de certificados.

CONSIDERAÇÕES GERAIS

O curso visa transmitir aos profissionais da área de saúde e educação, os conceitos sobre: diagnóstico e prevenção da obesidade e suas consequências, o estado de saúde presente e com projeção futura da criança obesa, sensibilizando a mobilizar e conscientizar a comunidade sobre a importância do tema. Nesse aspecto, ressaltam-se os cuidados nutricionais a serem adotados visando preservar o crescimento e o desenvolvimento adequado a idade, orientar as atividades físicas a serem adotadas, respeitando a capacidade física e a individualidade de cada criança e adolescentes, e por final a partir da utilização dos conhecimentos adquiridos, aplicar o método do Movere, hoje considerado ideal às condições brasileiras.

OBJETIVOS

  • Sensibilizar os profissionais quanto à maneira ideal de abordar as crianças;
  • Permitir ao profissional desenvolver capacidades teórico-práticas de entender o funcionamento básico do organismo e as conseqüências da obesidade na saúde e na expectativa de vida;
  • Compreender o processo de crescimento e desenvolvimento adequado durante a infância e a adolescência;
  • Ampliar os conhecimentos e habilidades técnicas dos profissionais ligados à saúde, ao assistir crianças;
  • Proporcionar a realização de ações intersetoriais no enfrentamento de problemas voltados à questão da obesidade;
  • Promover a atenção integral à saúde de crianças e jovens que requeiram a atenção de profissionais de disciplinas diversas, os quais deverão interagir;
  • Contribuir para a prevenção dos fatores de riscos causados pela obesidade;
  • Contribuir para o aumento do percentual de crianças e adolescentes que passem a adotar hábitos e estilos de vida mais saudáveis.

CRITÉRIOS DE AVALIAÇÃO

Os profissionais deverão realizar as medidas e avaliações das crianças e adolescentes da sua Instituição possibilitando o diagnóstico da obesidade infantil e inserir em um banco de dados para monitoramento. Para propagação dos ensinamentos deverão ser elaborados projetos que atendam a demanda da comunidade dentro da sua área da atuação. Ao final do curso será enviado o certificado de conclusão via e-mail.

Público alvo

Nutricionistas, Professores de Educação Física, Psicólogos, Médicos, Biomédicos, Fisioterapeutas, Fisiologistas, Farmacêuticos, Enfermeiras, Educadores, RH de empresas.

Data e horário

26/10/13 das 9h00 as 17h30
27/10/13 das 9h00 as 17h30

As inscrições estão encerradas.

As inscrições estão abertas e podem ser feitas preenchendo os dados abaixo:

Valor do Investimento:
R$ 300,00

Pagamento via depósito bancário:

Agência: 1479
Conta Poupança: 1014441-8
Banco: Bradesco (237)
CNPJ: 06284677/0001-85

Enviar comprovante de pagamento para:
info@institutomovere.org.br

Local
Instituto Movere – Rua Afonso Porto, 326, Arthur Alvim, São Paulo, SP.  Uma região estritamente comercial, com muitos bancos e comércios em geral. Confira no mapa como chegar via metrô.


Exibir mapa ampliado

Coordenadora do curso e Palestrante:

Prof Dra. Vera Lúcia Perino Barbosa – Graduada em Educação Física pela Universidade Camilo Castelo Branco, São Paulo. Especialização em Saúde, Nutrição e Alimentação Infantil pela Universidade Federal de São Paulo – UNIFESP. Mestre em Ciências na Saúde pela Universidade Federal de São Paulo UNIFESP e Doutora em Ciências na Saúde pela Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa de Misericórdia de São Paulo. Organizadora e coordenadora do Curso de Aperfeiçoamento para profissionais da área da saúde e educação na prevenção da obesidade infanto-juvenil e das Jornadas SIM – Sensibilizar, Informar e Mobilizar contra a Obesidade Infantil. Consultora na área de Prevenção e Tratamento da Obesidade Infantil. Presidente do Instituto Movere de Ações Comunitárias – Primeira OSCIP que desenvolve projeto interdisciplinar com crianças e adolescentes de baixa renda com sobrepeso e obesos. Autora – Prevenção da Obesidade na Infância e na Adolescência – Editora Manole – 2 ed. Revisada e Ampliada 2008. Empreendedora Social Rede Ashoka.